quarta-feira, 10 de junho de 2026

O triângulo improvável; o provocador, o organizador e Madame IA, a sabidona

O triângulo improvável; o provocador, o organizador e Madame IA, a sabidona

No comando do espetáculo, ADL organiza o show, Madame IA fornece o entretenimento, PRA fornece o roteiro: 

O Duopólio Operacional e Ideológico no Diplomatizzando
O ecossistema do blog Diplomatizzando revela uma engrenagem colaborativa muito específica e fechada, estruturada fundamentalmente como um duopólio operacional entre duas figuras centrais. De um lado posiciona-se Paulo Roberto de Almeida, o mentor intelectual, cujos ensaios, livros, posicionamentos políticos e reflexões sobre a diplomacia e as relações internacionais servem de combustível analítico para a página. Do outro lado atua Airton Dirceu Lemmertz, denominado tecnicamente como o comandante ou engenheiro de comandos. Cabe a este último a tarefa de submeter as provocações conceituais e os textos de fundo à Inteligência Artificial, apelidada no ambiente digital de Madame IA. Esta dinâmica estabelece um ciclo bem definido, onde o primeiro fornece o roteiro ideológico, o segundo organiza o espetáculo técnico e a máquina gera o conteúdo analítico sob medida. [12345]
As Diretrizes de Restrição Técnica e a Quebra da Neutralidade
A atuação de Airton Dirceu Lemmertz sobre o algoritmo do Gemini, o motor real por trás da persona artificial, é moldada por regras rígidas e restrições formais destinadas a forçar a ferramenta a abandonar respostas superficiais. O operador proíbe taxativamente o uso de elementos visuais estruturados, impedindo a geração de tabelas, gráficos ou matrizes comparativas. O texto resultante deve ser estritamente corrido, dividido apenas por construções textuais, parágrafos, capítulos ou subcapítulos, sem qualquer uso de linhas divisórias mecânicas. [1234]
Do ponto de vista de conteúdo, os comandos exigem uma postura analítica profunda e analítico-detalhada, o que obriga a máquina a decodificar subtextos, ironias e expressões codificadas recorrentes na linguagem diplomática. Há também uma forte ancoragem de tempo aplicada por Lemmertz para evitar anacronismos e imprecisões analíticas. O objetivo central dessa engenharia de comandos é quebrar a tendência padrão de neutralidade excessiva e o politicamente correto de fábrica da inteligência artificial, forçando-a a adotar conclusões diretas e posicionamentos claros sobre os temas debatidos. [1234]
Mimetismo e a Incorporação de Personalidades
Embora a inteligência artificial no blog seja direcionada predominantemente a simular o pensamento econômico e político de Paulo Roberto de Almeida, os exercícios conduzidos não se limitaram à emulação de sua persona institucional. O sistema técnico permite que a máquina incorpore a personalidade de figuras públicas a partir de sua base nativa de dados, mas também possibilita a imitação de figuras privadas mediante a inserção prévia de amostras de comportamento, visões de mundo e textos autorais. No Diplomatizzando, a inteligência artificial foi orientada a assumir múltiplos papéis, incluindo a simulação de filósofos e pensadores econômicos clássicos como Adam Smith, Karl Popper e Maquiavel, com o objetivo de confrontá-los com eventos geopolíticos contemporâneos. [12]
De modo crítico e autorreferencial, o operador também direcionou a máquina a simular o perfil do próprio Airton Dirceu Lemmertz, gerando diagnósticos analíticos sobre a sua atuação como o provocador técnico deliberado do blog. Por fim, em debates de natureza puramente metodológica, o modelo foi instado a agir sob a persona de sua própria identidade institucional, defendendo ou justificando a sua frieza técnica e neutralidade amoral diante das críticas diretas feitas pelo autor intelectual da página.

 

revista História Econômica & História de Empresas, novo número

 

Caras/os leitores,

A revista História Econômica & História de Empresas acaba de publicar seu último número, disponível em https://www.hehe.org.br/index.php/rabphe. 

Convidamos todos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos de seu interesse.

Boa leitura!

Cordialmente,

História Econômica & História de Empresas

Zelensky letter to Putin - Anton Gerashchenko (Threads)

 From Anton Gerashchenko (Threads)

President of Ukraine Volodymyr Zelenskyy has written an open letter to Putin. From the perspective of psychological impact, the letter’s content is excellent, and the timing couldn't be better.
Bravo!

During the first two days of the St. Petersburg Economic Forum, everyone was talking about the black smoke over St. Petersburg caused by Ukrainian drone strikes. Today, everyone will be talking about the letter. And they will be asking Putin about it.

Ukraine has brought the war onto Russian territory and closer to the Russian elites. Ukraine then made a public offer of peace. The next move belongs to Putin. And although we can already guess what the answer will be, there remains a tiny possibility that Russia will surprise us all.

But I want to draw attention to something else - how perfectly this letter coincided with the report by the Russian fascists from Tsargrad on Russia's future scenarios.

Just compare these two visions.

The Tsargrad report is an attempt to turn failure into strategy. Russia failed to achieve a quick victory, failed to break Ukraine, failed to fully seize Donbas, and failed to divide the West. But instead of recognizing this as defeat, the Russian framework stretches the war across decades. If there is no victory today, it is moved into the future. If the front is deadlocked, it is called a "long historical struggle."

He promised that Russia would endure. But Russia is paying an ever higher price for the war - in losses, sanctions, strikes on its own territory, dependence on China, and military assistance from North Korea. The letter shifts the war from the language of imperial greatness to the language of cost. And that cost is rising.

President Zelenskyy's strongest move is personalization. He does not speak to "Russia" as a single whole.

He separates Putin from Russia, Russia from the war, and the war from any genuine cause. At the center remains one man - Putin - and his personal choice.

This is important because the regime is built on the formula "Putin is Russia." The letter shatters that formula. In effect, it tells Russians and the Russian elites: this is not your historical destiny, this is his war. And you are the ones paying for it.

That is why the letter is addressed not only to Putin.

In reality, it is unlikely to have convinced Putin. For Putin, compromise looks like weakness, and weakness in such a system is dangerous. But the letter was not written as a plea.

It was written for other audiences: for the West - to show that Ukraine is offering a way out; for the Russian elites - to show that Putin has become dangerous to them; for ordinary Russians - to link the war to prices, shortages, mobilization, and drones; and for Ukrainians - to demonstrate that Ukraine speaks from a position of strength, not fear.

It is also important that President Zelenskyy is not offering Putin a way to "save face."

A dignified exit for Putin is nearly impossible, because his entire legitimacy is tied to the war. Therefore, the letter is not an invitation to a comfortable peace. It is a public presentation of the bill.

This is the letter’s main strength. It does not try to please Putin. Instead, it places him in the position of a man who can no longer explain why he continues the war.

If he agrees to a meeting, Ukraine appears to be the side that forced him to talk.

If he refuses, he looks like a ruler who fears peace because peace is more dangerous to him than war.

That is precisely why Putin is dangerous.

And that is why attention should be focused not on loud statements, but on three things: whether the Kremlin will begin to equate Ukraine’s strikes even more strongly with a threat to Russian strategic deterrence; whether divisions between "Putin" and "Russia" will begin to emerge within the Russian elites; and whether Moscow will lower the nuclear threshold in its public rhetoric.

End

Revista Será?, n 712: artigos de grande qualidade

 

ANO XIV Nº712 - A SEMANA NA REVISTA SERÁ?

 

Revista Será?
Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº712

 Recife, 5 de junho de 2026.

Caro leitor,

A edição desta semana da Revista Será? convida o leitor a percorrer um amplo arco de reflexões que vai da geopolítica internacional à memória democrática brasileira, da filosofia da complexidade à crise ambiental, da crítica da mídia à formação histórica do país. Em tempos de excesso de informação e escassez de entendimento, nossos autores oferecem algo cada vez mais raro: contexto, reflexão e espírito crítico.

Abrimos esta edição com nosso editorial, “Trump em campanha no Brasil”,que examina os sinais de interferência de Donald Trump na disputa presidencial brasileira e discute como temas como soberania nacional, segurança pública e relações com os Estados Unidos podem ocupar o centro do debate político nos próximos meses.

Em “Um Homem de Muitos Séculos”, Elimar Pinheiro do Nascimento presta uma bela homenagem a Edgar Morin, um dos mais importantes pensadores contemporâneos. Mais do que recordar a trajetória do filósofo da complexidade, o autor nos mostra por que sua obra continua indispensável para compreender um mundo marcado pela incerteza, pela desinformação e pelas múltiplas crises de nosso tempo.

A dimensão internacional prossegue em “Jornalista da Folha conta o Irã”, no qual Rui Martins analisa o trabalho da repórter Patrícia Campos Mello em meio ao conflito envolvendo o país persa. O artigo oferece um retrato sóbrio da sociedade iraniana, discutindo o papel das mulheres, a natureza do regime político e os limites da liberdade de imprensa.

Já Paulo Roberto de Almeida, em “Autobiografia de um fora-da-lei, 3: do nascimento a tempos incertos”, dá continuidade à sua engenhosa narrativa em que o próprio Estado português assume a voz do relato. Com ironia refinada e sólida base histórica, revisita episódios fundamentais da colonização e da formação do Brasil, revelando as origens de muitas de nossas permanências institucionais.

Em “A República da Vitrine”, Sérgio Alves aborda uma questão central das democracias contemporâneas: a crescente tensão entre comunicação governamental e capacidade efetiva de entrega. Em um ambiente marcado pela polarização e pelo marketing político, o autor lembra uma verdade elementar, mas frequentemente esquecida: entre o discurso e a realidade, o que permanece são os resultados.

A crítica à construção de narrativas ganha novo fôlego em “A Televisão, o Negócio da Ignorância”. Johnny Jara Jaramillo examina como a indústria midiática e o entretenimento transformaram a política em espetáculo emocional. Seu texto provoca uma reflexão inquietante sobre a fragilidade do pensamento crítico diante das engrenagens contemporâneas de persuasão.

Em “A Vanguarda e o Hino”, José Paulo Cavalcanti Filho nos presenteia com dois episódios saborosos dos primeiros momentos da redemocratização brasileira. Entre bastidores políticos, personagens históricos e situações carregadas de simbolismo, o autor recupera a atmosfera de um período decisivo para a reconstrução democrática do país.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, Paulo Gustavo nos convida a desacelerar o olhar em “As Árvores e o Mundo Irrespirável”. Inspirado na obra do botânico Francis Hallé, o artigo celebra a extraordinária presença das árvores na história da vida e alerta para os riscos de um modelo de desenvolvimento que compromete o equilíbrio ecológico e o próprio futuro da humanidade.

Encerramos a edição com a sempre aguardada Última Página, onde a charge de Elson traduz, com humor e inteligência, as contradições e ironias do tempo presente.

Boa leitura.

Os Editores

Índice

  1. Trump em campanha – Editorial
  2. Um Homem de Muitos Séculos - Elimar Pinheiro do Nascimento
  3. Jornalista da Folha conta o Irã - Rui Martins
  4. Autobiografia de um fora-da-lei, 3: do nascimento a tempos incertos - Paulo Roberto de Almeida
  5. A República da Vitrine - Sérgio Alves
  6. A Televisão, o Negócio da Ignorância - Johnny Jara Jaramillo
  7. A Vanguarda e o Hino - José Paulo Cavalcanti Filho
  8. As Árvores e o Mundo Irrespirável - Paulo Gustavo 
  9. Última Página, a charge de Elson

 

NOTA DE PESAR

Os editores e colaboradores da Revista Será? registram, com profundo pesar, o falecimento de Alfredo Bertini, economista, gestor público, produtor cultural, articulista e intelectual pernambucano.

Ao longo de sua trajetória, Alfredo exerceu importantes funções na administração pública, contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira, especialmente por meio do Cine PE, publicou livros, artigos e reflexões que enriqueceram o debate público em Pernambuco e no Brasil.

Colaborador da Revista Será?, deixa entre nós a lembrança de sua inteligência, de sua capacidade de diálogo e de seu permanente interesse pelos temas da cultura, da economia e da política.

Neste momento de tristeza, expressamos nossa solidariedade à sua esposa Sandra Bertini, aos filhos, netos, familiares, amigos e colegas de trabalho.

Os Editores
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Paul Kennedy on Great Powers conflicts - Jordan Schneider (Sinica)

 

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