sexta-feira, 13 de março de 2026

Madame IA submete meu artigo sobre a "Submissão ao Império" ao seu crivo analítico - Airton Dirceu Lemmertz

Madame IA submete meu artigo sobre a "Submissão ao Império" ao seu crivo analítico - Airton Dirceu Lemmertz

A ficha original de meu artigo publicado é esta aqui:

5240. “A submissão ao império: da envergonhada à declarada”, Brasília, 11 março 2026, 4 p. Digressões sobre as relações Brasil-Estados Unidos e preocupação quanto a uma nova fase de submissão diplomática ao império trumpista. Colaboração com a revista digital Será? (ano xxiv, n. 701, 13/03/2026; link: https://revistasera.info/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada-a-declarada/); reproduzido no blog Diplomatizzando (13/03/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada.html). Relação de Publicados n. 1627.

Aqui entra meu amigo Airton que submete meu texto à implacável validação de Madame IA, que está sendo mais boazinha comigo: 



O texto apresentado, de autoria do diplomata e historiador Paulo Roberto de Almeida, oferece uma análise sofisticada da trajetória pendular da política externa brasileira em relação aos EUA. Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica dos pontos centrais, segmentada por eixos temáticos:

1. A Genealogia da Subserviência: O Mito de Juracy Magalhães:
O autor realiza um importante trabalho de arqueologia semântica ao restituir o copyright da frase "o que é bom para os EUA é bom para o Brasil".
Crítica: A transferência da lógica corporativa (General Motors) para a lógica de Estado revela o cerne da ideologia do início do regime de 64: a crença na convergência absoluta de interesses entre o capitalismo central e a periferia. O autor acerta ao pontuar que a frase foi um "erro tático" de comunicação, mas erra quem a vê apenas como gafe; ela era a tradução sincera de um projeto de alinhamento ideológico que ignorava as assimetrias de poder.

2. Lula e a Subversão Retórica:
Um dos pontos mais perspicazes do relato é a descrição da manobra dialética de Lula em 2002.
Análise Detalhada: Lula não apenas "recuperou" a frase, ele a ressignificou como ferramenta de pragmatismo. Ao justificar a aproximação com a China (um tabu ideológico para a direita e para Washington na época) através de uma lógica "americanista", Lula esvaziou a crítica política e a substituiu por uma lógica de mercado.
Visão Crítica: O autor nota que Lula fugiu da pergunta sobre o Foro de São Paulo e o PCCh. Isso demonstra a habilidade do petista em operar na ambiguidade diplomática: manter a forma simpática aos olhos dos EUA enquanto construía as bases da diversificação de parceiros que definiria sua política externa (Sul-Sul).

3. A Institucionalidade do Itamaraty vs. Voluntarismo Político:
O texto estabelece um contraste claro entre a "corporação do Itamaraty" e os impulsos dos mandatários.
Análise: O autor defende a tese de que o Itamaraty possui um "DNA" de autonomia que sobreviveu até ao início do regime militar, retomando a Política Externa Independente (PEI) mesmo sob generais (Costa e Silva).
Crítica: Essa visão pode ser interpretada como uma defesa corporativista. Embora o Itamaraty tenha, de fato, um histórico de resiliência técnica, a análise sugere que a diplomacia é uma ilha de racionalidade. O autor utiliza termos como "pouco instruído" para Costa e Silva e "patético" para Ernesto Araújo para enfatizar que o desvio da norma não é apenas político, mas intelectual.

4. A Tese da Intervenção Democrática de Biden:
Este é o ponto mais controverso e original do texto. Almeida propõe que os EUA intervieram em 2022, mas desta vez em favor da democracia.
Análise Detalhada: A vinda de William Burns (CIA) e Jake Sullivan teria sido o "fiel da balança" para desencorajar o golpismo militar.
Crítica: Aqui reside uma ironia histórica profunda. O autor, um crítico contumaz da submissão ao "Império", reconhece que, em 2022, a chancela de Washington foi o que salvaguardou o processo eleitoral brasileiro contra o governo interno. Isso levanta uma questão crítica: se a democracia brasileira precisou da validação da CIA para ser respeitada por seus próprios generais, a soberania nacional permanece, de certa forma, tutelada, mudando apenas o "sinal" da intervenção (de pró-golpe em 64 para contra-golpe em 22).

5. Trumpismo e Bolsonarismo: A "Submissão Bizarra":
O autor finaliza com uma condenação severa ao período 2019-2022, diferenciando o "alinhamento tradicional" da "submissão pessoal".
Análise: Enquanto Juracy Magalhães via um alinhamento de Estados, o Bolsonarismo via um alinhamento de seitas ideológicas (anti-globalismo, olavismo). O autor argumenta que isso transformou o Brasil em um "pária", destruindo décadas de construção de soft power.
Crítica: A crítica de Almeida é técnica e ética. Ele aponta que o erro de Araújo e Bolsonaro não foi apenas alinhar-se aos EUA, mas alinhar-se a uma fração específica (e radical) da política americana, sacrificando os interesses permanentes do Estado brasileiro em favor de uma mística ideológica sem ganhos concretos (como a não entrada na OCDE ou a manutenção de tarifas).

* Conclusão:
O texto é um testemunho de quem viveu a máquina diplomática e deplora a sua degradação. A análise de Almeida sugere que o maior perigo para o Brasil não é o relacionamento com os EUA em si, mas a incapacidade das elites políticas brasileiras de distinguir entre cooperação estratégica e vassalagem ideológica.

Fonte (IA Gemini):

Lista dos artigos oferecidos em colaboração à revista Será? - Paulo Roberto de Almeida

Lista dos artigos oferecidos em colaboração à revista Será?

Paulo Roberto de Almeida
Compilação efetuada em 13/03/2026
(dos mais recentes aos mais antigos)
Postada no blog Diplomatizzando (13/03/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/lista-dos-artigos-oferecidos-em.html). Também disponíveis no site da revista Será? (link: https://revistasera.info/author/paulo-roberto-de-almeida/).

1627. “A submissão ao império: da envergonhada à declarada”, revista digital Será? (ano xxiv, n. 701, 13/03/2026; link: https://revistasera.info/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada-a-declarada/); reproduzido no blog Diplomatizzando (13/03/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada.html). Relação de Originais n. 5240.

5233. “De uma mudança de regime a uma outra...”, Brasília, 6 março 2026, 4 p. Texto sobre a guerra de Trump contra o Irã dos aiatolás. Deveria ter sido publicado na revista Será? (n. 700, 7/03/2026), mas foi oferecido fora do tempo hábil para sua editoração e ficou de fora da série. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/de-uma-mudanca-de-regime-uma-outra.html).

1626. “Rui Barbosa: 110 anos de um discurso memorável sobre o direito internacional”, Revista Será? (xiv, n. 699, 27/02/2026, link: https://revistasera.info/2026/02/rui-barbosa-110-anos-de-um-discurso-memoravel-sobre-o-direito-internacional/); republicado no blog Diplomatizzando (27/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/rui-barbosa-110-anos-de-um-discurso.html). Relação de Originais n. 5227.

1625. “As potências médias podem sustentar uma ordem global funcional?”, Brasília, 18 fevereiro 2026, 4 p. Contribuição à revista Será? (ano xiv, n. 698, 20/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/as-potencias-medias-podem-sustentar-uma-ordem-global-funcional/); reproduzido no blog Diplomatizzando (20/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/as-potencias-medias-podem-sustentar-uma.html). Relação de Originais n. 5221.

1622. “A conformação do mundo futuro: algumas coisas ainda não resolvidas”, revista Será? (ano xiv, n. 696, 13/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/a-conformacao-do-mundo-futuro-algumas-coisas-ainda-nao-resolvidas/); reproduzido no blog Diplomatizzando (13/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/a-conformacao-do-mundo-futuro-algumas.html). Relação de Originais n. 5213.

1621. “O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator”, revista Será? (ano xiv, n. 695, 06/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao-brasileira-o-estado-extrator/); reproduzido no blog Diplomatizzando (06/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao.html). Relação de Publicados n. 5208.

1619. “Estaríamos outra vez em face de um novo 'fim da História'?", revista Será? (ano xiv, n. 694, 30/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo-fim-da-historia/); reproduzido no blog Diplomatizzando (30/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo.html). Relação de Originais n. 5172.

1618. “Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial”, revista Será? (ano xv, n. 693, 23/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-a-opcao-pelo-caos-um-ano-de-destruicao-da-ordem-mundial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (23/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-opcao-pelo.html). Relação de Originais n. 5195.

1617. “O Brasil e a morte do multilateralismo, tal como o conhecíamos”, revista Será? (ano xiv, n. 692, 16/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-e-a-morte-do-multilateralismo-tal-como-o-conheciamos/); reproduzido no blog Diplomatizzando (16/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/a-morte-do-multilateralismo-como-o.html). Relação de Originais n. 5183.

1616. “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, revista Será? (ano xiv, n. 691, 09/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica-da-desordem-de-trump/); reproduzido no blog Diplomatizzando (9/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica.html). Relação de Originais n. 5175.

1615. “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/); reproduzido no blog Diplomatizzando (2//01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e.html ). Relação de Originais n. 5155.

1612. “O Brasil em 2025, expectativas para 2026, no país e no mundo”, revista Será? (ano xiv, n. 689, 26/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026-no-pais-e-no-mundo/);
republicado no blog Diplomatizzando (6/2/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026.html). Relação de Originais n. 5153.

1611. “O mundo marcha para a direita? Retornamos cem anos no passado?”, revista Será? (ano xiv, n. 688, 19/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-marcha-para-a-direita-retornamos-cem-anos-no-passado/); republicado no blog Diplomatizzando (6/2/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-mundo-marcha-para-direita-retornamos.html). Relação de Originais n. 5138.

1608. “A estratégia de Trump para o “quintal” do Hemisfério Ocidental”, revista Será? (ano xiv, n. 687, Recife, 12 de dezembro de 2025); link: https://revistasera.info/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do-hemisferio-ocidental/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do.html). Relação de Originais n. 5133.

1607. “O mundo em três tempos: 1925, 1945, 2025”, revista Será? (ano xiv, n. 686, Recife, 5 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-e-2025/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-2025.html). Relação de Originais n. 5128.

1603. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são e como podem ser, 2”, revista Será? (ano xiv, n. 685, Recife, 28 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil_28.html). Relação de Originais n. 5110.

1602. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1/2”, revista Será? (ano xiv, n. 684, Recife, 21 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-1-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil.html). Relação de Originais n. 5109.

1601. “Rupturas nas relações internacionais no contexto do triunvirato imperial”, revista Será? (ano XIV, n. 683, 7/11/2025, link: https://revistasera.info/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no-contexto-do-triunvirato-imperial/; divulgado no blog Diplomatizzando (9/11/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no.html). Relação de Originais n. 5104.

1600. “Trump, ou a diplomacia pelo método confuso”, revista Será? (ano xiv, n. 682, 31/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/trump-ou-a-diplomacia-pelo-metodo-confuso/); divulgado no blog Diplomatizzando (31/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/trump-ou-diplomacia-pelo-metodo-confuso.html). Relação de Originais n 5098.

1599. “Opções da diplomacia brasileira num mundo em desordem”, revista Será? (ano xiv, n. 681, 24/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num-mundo-em-desordem/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num.html). Relação de Originais n. 5097.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5244, 13/03/2026

Adam Smith y el taoísmo de mercado - James A. Dorn (El Cato Intitute)

 Adam Smith y el taoísmo de mercado

James A. Dorn dice que las raíces del liberalismo son más profundas y se remontan a antiguos pensadores chinos como Lao Tzu y otros, quienes reconocieron que el orden podía surgir espontáneamente si los gobernantes seguían el principio de wu wei (no intervención).

Adam Smith (1723-1790), a menudo conocido como el "padre fundador de la economía", fue, de hecho, un filósofo moral que concedía un gran valor a la libertad y la rectitud moral. Su famoso tratado sobre La riqueza de las naciones (1776) fue precedido por La teoría de los sentimientos morales (1759). Smith no solo estaba interesado en la asignación eficiente de los recursos. Se adhería al principio de no intervención y era un firme defensor del libre comercio (laissez-faire). Al igual que otros liberales clásicos, se interesaba por las instituciones necesarias para crear un orden social armonioso, y consideraba que la clave era un "sistema simple de libertad natural", respaldado por un estado de derecho justo que protegiera a las personas y la propiedad. Sus ideas deben celebrarse junto con el 250 aniversario de la Declaración de Independencia.

La doctrina de la mano invisible de Adam Smith

Aunque Smith solo utilizó el término "mano invisible" una vez en su obra La riqueza de las naciones (WN), es, con diferencia, el término más citado de ese libro. Sostenía que los individuos son egoístas y que, al perseguir sus intereses —dentro de un sistema que apoya el liberalismo—, la sociedad se beneficiaría sin necesidad de una dirección central. A continuación se incluyen las citas pertinentes.

  • "No es de la benevolencia del carnicero, del cervecero o del panadero de quien esperamos nuestra cena, sino de su interés propio" (WN, ed. Modern Library, 1937: 14).
  • "El comercio y la manufactura introdujeron gradualmente el orden y el buen gobierno y, con ellos, la libertad y la seguridad de los individuos" (WN, p. 385).
  • "Confiamos con total seguridad en que la libertad de comercio, sin ninguna intervención del gobierno, siempre nos proporcionará el vino [y otros bienes] que necesitamos" (WN, p. 404).
  • Al perseguir su propio interés, un individuo a menudo es "guiado por una mano invisible" para promover "el de la sociedad de manera más eficaz que cuando realmente tiene la intención de promoverlo" (WN, p. 423).
  • "Por lo tanto, al eliminarse por completo todos los sistemas, ya sean de preferencia o de restricción, el sistema obvio y simple de la libertad natural se establece por sí solo. Todo hombre, siempre que no viole las leyes de la justicia, queda perfectamente libre para perseguir su propio interés a su manera y para poner tanto su industria como su capital en competencia con los de cualquier otro hombre u orden de hombres". Así, "el soberano queda completamente liberado de un deber [...] para cuyo cumplimiento adecuado ninguna sabiduría o conocimiento humano podría ser suficiente" (WN, p. 651).
  • Bajo el "sistema de libertad natural", el Estado/soberano solo tiene poderes limitados: en primer lugar, salvaguardar "a la sociedad de la violencia y la invasión de otras sociedades independientes"; en segundo lugar, proteger "a cada miembro de la sociedad de la injusticia o la opresión de cualquier otro miembro de la misma, o el deber de establecer una administración exacta de la justicia"; y en tercer lugar, mantener "ciertas obras públicas y ciertas instituciones públicas" (ibíd.).
  • "En el gran tablero de ajedrez de la sociedad humana, cada pieza tiene un principio de movimiento propio, totalmente diferente del que la legislatura podría decidir imponerle. Si esos dos principios coinciden y actúan en la misma dirección, el juego de la sociedad humana transcurrirá con facilidad y armonía, y es muy probable que sea feliz y exitoso. Si son opuestos o diferentes, el juego transcurrirá de forma miserable y la sociedad se verá sumida en todo momento en el mayor grado de desorden" (Teoría de los sentimientos morales, Liberty Classics, 1969: 381).

Estas citas ilustran la idea de Smith, compartida por otros liberales clásicos, de que la armonía social y económica se logra mejor mediante la adhesión a la libertad bajo un estado de derecho justo que proteja los derechos fundamentales a la vida, la libertad y la propiedad. Sin embargo, las raíces del liberalismo —y la idea de la armonía que surge de la libertad bajo la ley— son más profundas y se remontan a antiguos pensadores chinos como Lao Tzu, quien reconoció que el orden podía surgir espontáneamente si los gobernantes seguían el principio de wu wei (no intervención). En la siguiente sección se exploran algunos de los pensadores que defendían lo que yo he denominado "taoísmo de mercado" (Dorn 1998: cap. 7).

El Tao del mercado

Los mercados están en todas partes. Las personas se esfuerzan por mejorar su situación mediante intercambios mutuamente beneficiosos. Cuanta más libertad haya —sujeta a un auténtico estado de derecho—, mayores serán las posibilidades de crear armonía social y económica. Adam Smith lo entendió, al igual que varios pensadores chinos mucho antes de que apareciera La riqueza de las naciones.

Lao Tzu

Lao Tzu, que según la tradición vivió en el siglo VI a. C., reconoció que la mejor manera de lograr la armonía económica y social es limitando el poder del Estado y ampliando la libertad de elección individual, siempre que se respete un estado de derecho justo. He aquí algunas citas relevantes del Tao Te Ching ("El clásico del camino y su virtud", también conocido como Laozi).

  • "Cuantas más restricciones y limitaciones haya, más empobrecidos estarán los hombres... Cuantas más normas y preceptos se impongan, más bandidos y delincuentes se producirán. De ahí que tengamos las palabras de los sabios: A través de mi no acción, los hombres se transforman espontáneamente. A través de mi quietud, los hombres se vuelven espontáneamente tranquilos. A través de mi no interferencia, los hombres aumentan espontáneamente su riqueza" (cap. 57, traducido por Chang Chung-yuan, Harper & Row, 1975).
  • "Cuando los impuestos son demasiado altos, la gente pasa hambre. Cuando el gobierno es demasiado intrusivo, la gente pierde su espíritu. Actúa en beneficio del pueblo. Confía en ellos; déjalos en paz" (Cap. 75, traducido por Stephen Mitchell, HarperPerennial, 1991).
  • "Cuando el gobierno no es discriminatorio y es aburrido, el pueblo está contento y es generoso". Pero "cuando el gobierno es inquisitivo y discriminatorio, el pueblo está decepcionado y es conflictivo" (Cap. 58, traducido por Wing-Tsit Chan 1963: 167).

Los líderes y el pueblo de China pueden recurrir a Lao Tzu en busca de orientación. Su oposición a la intervención del gobierno y su poderosa idea del orden espontáneo son tan relevantes hoy como lo eran en la antigua China. Como señala Wing-Tsit Chan, un destacado filósofo chino, el Tao Te Ching "se opone firmemente al gobierno opresivo". El "gobernante sabio" debe guiar mediante la "no interferencia" (wu wei). Por lo tanto, "el taoísmo no es una filosofía de retirada. El hombre debe seguir a la naturaleza, pero al hacerlo no se elimina; al contrario, se cumple su naturaleza" (Chan, 1963: 137).

Han Fei Tzu

Han Fei Tzu, un destacado erudito legalista del siglo III a. C., aceptó la noción taoísta del orden espontáneo, pero hizo hincapié en que, dada la naturaleza del hombre, las normas son necesarias para garantizar que la libertad conduzca a resultados socialmente beneficiosos, limitando el poder del Estado y garantizando la igualdad ante la ley.

Las ideas de Han Fei sobre la naturaleza humana y el papel de las normas en la promoción de la armonía social son muy similares a las de Adam Smith. En el capítulo 32 de lo que se conoce como Han Fei Tzu, encontramos el siguiente pasaje:

Cuando un hombre vende sus servicios como jornalero, el amo le da buena comida a expensas de su propia familia y le paga con dinero y ropa. Esto no es porque quiera al jornalero, sino porque dice: "De esta manera, su arado penetrará más profundamente en la tierra y su siembra será más activa". El jornalero, por su parte, ejerce su fuerza y trabaja afanosamente en el laboreo y el deshierbe. Ejerce toda su habilidad en el cultivo de los campos. No lo hace porque quiera a su amo, sino porque dice: "De esta manera tendré buena sopa, y el dinero y la ropa me llegarán fácilmente". Así, gasta sus fuerzas como si entre ellos existiera un vínculo de amor, como el que existe entre padre e hijo. Sin embargo, sus corazones se centran en la utilidad, y ambos albergan la idea de servirse a sí mismos. Por lo tanto, en la conducta de los asuntos humanos, si uno tiene la intención de hacer el bien, será fácil mantener la armonía, incluso con un nativo de Yüeh [un estado bárbaro]. Pero si uno tiene la intención de hacer daño, incluso el padre y el hijo se separarán y sentirán enemistad el uno hacia el otro [Fung 1952: 327].

Este extracto muestra claramente que Han Fei aceptaba ideas taoístas similares al concepto moderno de orden espontáneo y reconocía la importancia del intercambio voluntario. También reconocía que los hombres podían hacer el mal y, por lo tanto, la paz y la prosperidad requerían un gobierno sujeto a leyes igualitarias de justicia. En el capítulo 50, dice: "Si se hace que el pueblo no pueda hacer el mal, todo el estado puede mantenerse en paz" (Fung 1952: 330). Así, aunque Han Fei acogía con agrado la virtud confuciana, no la consideraba suficiente para prevenir el mal.

El poder (shih) del gobernante no debía ser ilimitado, sino que debía utilizarse de manera justa a través de la ley (fa) y los métodos (shu), un sistema de castigos y recompensas que constituyen los "principios necesarios" de un "grandioso gobierno bueno". La idea clave, señala Fung (ibíd.), es que "si el gobernante puede utilizar estos principios, será capaz de gobernar a través de la no acción (wu wei)".

En otras palabras, el orden fluye de la libertad bajo la ley. Los gobernantes que utilizan su poder sabiamente para prevenir el daño, al tiempo que permiten a las personas la libertad de perseguir sus propios intereses, crearán armonía social y económica. En el capítulo 29 del Han Fei Tzu, aprendemos que los gobernantes antiguos, que se adherían a los principios necesarios del buen gobierno,

se basaban para el buen gobierno... en leyes y métodos; dejaban que lo correcto y lo incorrecto se trataran con recompensas y castigos; y remitían lo ligero y lo pesado al equilibrio de la balanza. No se oponían al orden natural y no infligían daño a los sentimientos y la naturaleza humanos... No presionaban lo que estaba más allá de la ley, ni dejaban pasar lo que estaba dentro de ella. Se mantuvieron fieles al orden adecuado y respondieron a lo espontáneo... Las responsabilidades de la gloria o la desgracia dependían del individuo, y no de los demás [Fung 1952: 331].

En el capítulo 11 del Han Fei Tzu se encuentra otra prueba de que Han Fei no quería utilizar la ley para reprimir a las personas, sino para hacerlas responsables y libres de perseguir sus propios intereses, lo que, en su opinión, produciría espontáneamente una sociedad armoniosa: "Los eruditos versados en la ley deben tener una resolución firme y una rectitud inquebrantable... [Deben] ser capaces de rectificar la conducta malvada de los hombres poderosos" (Fung 1952: 335).

En el capítulo 42, Han Fei afirma:

Creo que al establecer leyes y métodos, y al fijar normas y medidas, puedo beneficiar al pueblo y facilitarle el camino. Por lo tanto, no temo la calamidad de incurrir en la ira de un superior desordenado o poco ilustrado, sino que primero debo pensar en cómo hacer que la riqueza y los beneficios sean adecuados para el pueblo... No puedo soportar la acusación de actuar con avaricia y mezquindad, y no me atrevo a perjudicar el curso de la moralidad y el conocimiento [Fung 1952: 336].

Han Fei, en el capítulo 50, advirtió contra un Estado redistributivo, que, en su opinión, atenuaría los incentivos para ahorrar y ser productivo. Según él, quitarle la propiedad a una persona trabajadora y redistribuirla a una persona derrochadora a través del Estado disminuiría la riqueza de la nación. Como señala Fung (1952: 328), "En economía, Han Fei Tzu sostiene que, dado que todos los hombres actúan en su propio interés, es mejor dejarlos solos en libre competencia. Por lo tanto, se opone a la doctrina confuciana de la división equitativa de la tierra".

La fusión del taoísmo y el legalismo (véase Schwartz 1985: 343-44), para mostrar la importancia de las normas y las instituciones para el surgimiento de un orden social y económico espontáneo, proporciona importantes lecciones para los actuales líderes de China (Dorn 2016).

Sima Qian

Durante la dinastía Han, el gran historiador Sima Qian (c. 145-86 a. C.), en su famosa obra Registros del historiador (Shiji), reconoció la importancia de los mercados y la división del trabajo para aumentar la riqueza individual y social, así como el efecto ruinoso de la intromisión del gobierno y la planificación centralizada. En "Las biografías de los mercados monetarios", argumentó:

Debe haber agricultores para producir alimentos, hombres para extraer la riqueza de las montañas y los pantanos, artesanos para producir estas cosas y comerciantes para distribuirlas. No hay necesidad de esperar las órdenes del gobierno: cada hombre desempeñará su papel, haciendo todo lo posible por conseguir lo que desea... Cuando todos trabajen de buena gana en su oficio, al igual que el agua fluye incesantemente cuesta abajo día y noche, las cosas aparecerán sin buscarlas y la gente las producirá sin que se les pida. Porque claramente esto concuerda con el Camino [Tao] y está en consonancia con la naturaleza [Shiji, cap. 129].

Este pasaje proporciona una prueba más de que, mucho antes de la Ilustración escocesa, China ya había desarrollado la idea del orden espontáneo y comprendido la mano invisible de Adam Smith. Como sugiere el economista Gregory C. Chow (Zhou Zhizhuang), "Sima tenía un profundo conocimiento del funcionamiento de la economía de mercado". De hecho, "podría ser difícil encontrar un pasaje en La riqueza de las naciones de Adam Smith que ofrezca una descripción más clara y sencilla de la economía de mercado" (Chow 2007: 13).

Adam Smith en China

La primera traducción china de La riqueza de las naciones apareció en 1902. Se trataba de una traducción parcial realizada por Yan Fu, que presentaba a los lectores la economía política de Smith (véase Zhu 1993). Hoy en día, se puede visitar la Universidad Suroccidental de Finanzas y Economía de Chengdu (SWUFE)y ver una estatua de tamaño natural de Smith adornando el campus, que representa el alcance global de la SWUFE y su apertura a nuevas ideas que ayudan a configurar el desarrollo económico.

Sin embargo, la adhesión de Smith al principio de libertad bajo un estado de derecho justo aún no ha sido comprendida por el Partido Comunista Chino, que está representado en todas las universidades nacionales de China.

Aunque el movimiento reformista, que comenzó en 1978, ha logrado cierto grado de liberalización económica, el PCCh sigue comprometido con el "socialismo con características chinas" (también conocido como "socialismo de mercado"), en contraposición a lo que Milton Friedman (1989: 569) ha denominado "mercados privados libres" o lo que podríamos llamar "taoísmo de mercado".


Adam Smith, SWUFE, Chengdu.

El camino hacia el desarrollo armonioso

En noviembre de 2008, el Instituto Cato copatrocinó una conferencia con la Universidad Renmin de Pekín para conmemorar el 30º aniversario de la reforma económica de China. Tom Palmer, vicepresidente ejecutivo de programas internacionales, desempeñó un papel fundamental en la organización del programa, acertadamente titulado "El camino hacia el desarrollo armonioso". Fue un momento emocionante, porque la liberalización estaba transformando China y ofreciendo un futuro más brillante a todos aquellos que deseaban una mayor libertad económica y social. Los asistentes al evento recibieron un pequeño globo de cristal con imágenes de Adam Smith y Lao Tzu, que simbolizaban la integración del pensamiento liberal de Occidente y Oriente.

Bill Niskanen (presidente de Cato) y yo nos unimos a Tom para preparar un vídeo para la conferencia. Expresamos nuestras esperanzas de que continuara la liberalización y felicitamos a China por abrirse al mundo exterior y permitir que las personas salieran de la pobreza entrando en los mercados emergentes. Sin embargo, advertimos que para crear armonía económica y social es necesario comprometerse con el principio de no intervención, es decir, la libertad bajo un estado de derecho que proteja a las personas y la propiedad.

Mucho ha cambiado desde 2008, especialmente con el ascenso del líder supremo Xi Jinping, que ha tomado medidas drásticas contra cualquier desviación del dogma del PCCh. El "pensamiento de Xi Jinping" forma ahora parte de la Constitución del PCCh, y Xi es ahora, en la práctica, presidente vitalicio y secretario general. El clima intelectual ha pasado de apoyar "Los mercados por encima de Mao" a "El Estado contraataca", títulos de libros publicados en 2014 y 2019, escritos por Nicholas Lardy, un respetado estudioso de China.

Xi Jinping ha defendido superficialmente el libre mercado de ideas, diciendo a sus compañeros en el XIX Congreso Nacional del Partido Comunista Chino: "Debemos seguir el principio de dejar que florezcan cien flores y que compitan cien escuelas de pensamiento" (Xi 2017). La retórica es buena, pero la realidad es que China sigue siendo un sistema cerrado para la libertad de pensamiento. En China no existen los derechos naturales, solo los derechos sancionados por el PCCh, y estos están estrictamente limitados por la adhesión al dogma socialista. No se tolerará nada que amenace el monopolio del poder del PCCh.

El desarrollo pacífico es un objetivo declarado del PCCh. Pero ese objetivo se alcanza mejor siguiendo el taoísmo de mercado y los principios liberales clásicos, especialmente el principio de no intervención (wu wei), o libertad bajo un estado de derecho justo, tal y como lo entendían Adam Smith, Lao Tzu y Han Fei Tzu.

Por último, al celebrar el 250 aniversario de La riqueza de las naciones y la Declaración de Independencia, Estados Unidos debería practicar lo que predica y adherirse a sus principios fundacionales limitando el poder del Gobierno, protegiendo las libertades básicas y fomentando el libre comercio tanto a nivel nacional como internacional.

Este artículo fue publicado originalmente en Cato At Liberty (Estados Unidos) el 2 de marzo de 2026.

250 años de un texto radical: Adam Smith y La Riqueza de las Naciones - Ian Vásquez (El Cato Institute)

250 años de un texto radical

Ian Vásquez conmemora los 250 años de la publicación de La riqueza de las naciones, la célebre obra de Adam Smith que continúa siendo relevante.

Hace 250 años, en una semana como esta, se publicó un libro cuyas ideas radicales transformaron el mundo y siguen siendo relevantes.

Ese libro fue La riqueza de las naciones, por Adam Smith, máximo referente de la Ilustración escocesa. Salió el mismo año en que revolucionarios americanos declararon la independencia estadounidense y fue leído por el peruano Juan Pablo Vizcardo y Guzmán y el venezolano Francisco de Miranda, precursores de la independencia hispanoamericana, tanto como por importantes líderes independentistas que les siguieron.

En la medida en que las ideas de Smith sobre la economía y el Estado fueron adoptadas en subsiguientes generaciones, el mundo experimentó una explosión de riqueza nunca vista y que hasta la fecha ha sacado al 90% de la humanidad de la pobreza.

Smith escribió: “No es de la benevolencia del carnicero, del cervecero o del panadero de donde esperamos nuestra comida, sino de su interés propio. No nos dirigimos a su humanidad, sino a su amor propio, y jamás les hablamos de nuestras necesidades, sino de sus ventajas”.

La idea contraintuitiva de Smith es que, al perseguir el interés propio, se consigue mejorar el bienestar público. No hacía falta que el rey dirigiera las actividades de cada quien para obtener ese fin. Era como si existiera una “mano invisible” que coordinaba la sociedad para producir la prosperidad.

Para Smith, el interés propio no era lo mismo que el egoísmo. No hay nada malo en mejorar la condición de uno mismo o de su familia siempre y cuando no se recurra a la fuerza para hacerlo. Para vender pan o carne, hay que persuadir a los clientes. Smith creía en el intercambio voluntario y rechazaba la coerción.

En el fondo, lo que proponía Smith era un sistema ético en que se respetaran los derechos iguales de los demás. Él era enemigo de los privilegios otorgados por las autoridades, ya sea en forma de subsidios, monopolios oficiales u otras protecciones. Advertía contra ese problema: “Las personas de un mismo oficio rara vez se reúnen, ni siquiera para divertirse o recrearse, sin que la conversación termine en una conspiración contra el público o en alguna maquinación para elevar los precios”.

Según Smith, la ley debe aplicar de manera igual a todos. Por eso promovía con tanta firmeza la economía de mercado con su característica fundamental, la competencia.

Smith aplicó sus ideas también en el ámbito internacional. Dijo que “la máxima de todo prudente padre de familia es no intentar jamás hacer en casa lo que le costará más hacer que comprar” y agregó que “lo que es prudencia en la conducta de cualquier familia privada apenas puede ser locura en la de un gran reino”. Si otro país vende algo de mejor calidad a menor precio, no tiene sentido prohibir la venta o penalizarla; eso empobrece. El comercio libre enriquece.

El libro de Smith criticaba el sistema mercantilista que imperaba en Gran Bretaña y que sostenía que los países se vuelven ricos debido al proteccionismo y a vender más de lo que compran. “Nada, sin embargo, puede ser más absurdo que toda esta doctrina de la balanza comercial”, declaró Smith. Un déficit comercial en sí no tiene nada de malo. Yo tengo tal déficit con el supermercado, pero de ninguna manera me perjudica. Los déficits tampoco tienen por qué perjudicar a las naciones, que en realidad son el conjunto de firmas e individuos en el mercado.

Smith también era radical porque “el sencillo y obvio sistema de libertad natural” en el que creía le llevó a oponerse a la esclavitud y al imperialismo europeo. No fue utópico sino un observador agudo de la humanidad, lo cual explica por qué mantiene su validez la clave de la prosperidad que él identificó: “la paz, impuestos moderados y una tolerable administración de justicia”.

Este artículo fue publicado originalmente en El Comercio (Perú) el 10 de marzo de 2026.
Ian Vásquez

Revista Será?, n. 701, 13/03/2026, Índice

ANO XIV Nº701 - A SEMANA NA REVISTA SERÁ?
Revista Será?
Desde 2012 acompanhando o fluxo da história.
ANO XIV Nº701

Recife, 13 de março de 2026.
Caro leitor,

Nesta nova edição da Revista Será?, reunimos reflexões que atravessam a política internacional, os dilemas da democracia brasileira e os impasses morais do nosso tempo. São textos que convidam o leitor a pensar com independência, a duvidar das narrativas fáceis e a confrontar as tensões que moldam o presente. Entre guerras distantes, crises diplomáticas, polarizações domésticas e memórias políticas, nossos autores ajudam a iluminar os fios que conectam poder, verdade e responsabilidade pública.

Abrimos com “O alucinado no Salão Oval”, editorial da Revista Será?, que examina os impactos da política externa de Donald Trump sobre a ordem internacional, destacando o desmonte de acordos multilaterais, o aumento das tensões geopolíticas e as implicações dessas escolhas para a América Latina e para o Brasil.

Em “A Guerra Distante”, Johnny Jara Jaramillo mostra como conflitos aparentemente remotos — como um ataque ao Irã — revelam as engrenagens do sistema internacional, expondo a fragilidade das instituições globais e os efeitos econômicos e estratégicos que alcançam países periféricos como o Brasil.

Em “O Brasil precisa de uma alternativa à mediocridade”, Sérgio C. Buarque analisa como a polarização entre lulismo e bolsonarismo empobrece o debate público e bloqueia reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento, defendendo a construção de uma agenda política mais ousada, capaz de recolocar o país no caminho da educação, da inovação e do crescimento.

Em “A submissão ao império: da envergonhada à declarada”, Paulo Roberto de Almeida revisita a história das relações entre Brasil e Estados Unidos, discutindo as ambiguidades do alinhamento brasileiro e os riscos de uma política externa capturada por lideranças personalistas e interesses alheios à soberania nacional.

No ensaio “A Excitação das Guerras e a Frase de Clausewitz”, Paulo Gustavo retorna à famosa tese de que a guerra seria a continuação da política por outros meios para questioná-la à luz da experiência humana, sugerindo que os conflitos armados frequentemente negam a própria política ao substituir o diálogo pela força.

Em “A Arte de Mentir”, José Paulo Cavalcanti Filho examina a mentira em suas dimensões ética e jurídica, tomando o escândalo Watergate como referência para discutir como a falsidade no poder corrói instituições e pode tornar um governante indigno do cargo.

Já em “Triste Sina do Partidão”, Abraham B. Sicsú percorre a trajetória do histórico PCB, o “Partidão”, entre memória pessoal e reflexão política, iluminando sua influência sobre intelectuais e movimentos sociais e os dilemas enfrentados pela esquerda brasileira após o colapso do comunismo soviético.

Última Página, a Charge de Elson

Sobre o barril,
dois sorrisos se equilibram —
o mar guarda mortos.

Boa leitura.
Os Editores

Índice

O alucinado no Salão Oval - Editorial
A Guerra Distante - Johnny Jara Jaramillo
O Brasil precisa de uma alternativa à mediocridade - Sérgio C. Buarque
A submissão ao império: da envergonhada à declarada - Paulo Roberto de Almeida
A Excitação das Guerras e a Frase de Clausewitz - Paulo Gustavo
A Arte de Mentir - José Paulo Cavalcanti Filho
Triste Sina do Partidão - Abraham B Sicsú
Última Página, a charge de Elson

A submissão ao império: da envergonhada à declarada - Paulo Roberto de Almeida (revista Será?)

A submissão ao império: da envergonhada à declarada

Submissão

Submissão

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Logo ao início do governo militar, em junho de 1964, o primeiro general-presidente do regime militar, Castelo Branco, resolveu enviar o “último tenente”, Juracy Magalhães, como seu embaixador em Washington. Perguntado por um jornalista com que espírito assumia seu novo posto, o embaixador designado foi cândido: “O Brasil fez duas guerras como aliado dos Estados Unidos e nunca se arrependeu. Por isso eu digo que o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil.” (Cf. Juracy Magalhães, em depoimento a J. A. Gueiros, O Último Tenente. 3ª ed., Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 325). Ele foi, quase de imediato, devidamente “massacrado” por todos, não só pela esquerda antiamericana, como um vil entreguista, sabujo dos interesses americanos.

Sua frase infeliz passou à história, como a própria confirmação da subserviência do governo militar à política do Império. Cabe, contudo, restabelecer o devido copyright da frase, que nunca foi, exatamente, de Juracy Magalhães, mas provinha da afirmação do novo presidente da General Motors, em 1946, Charles Wilson, ao inverter a famosa declaração de um antigo dirigente, Alfred Sloan, entre 1923 e aquele ano, segundo quem “what was good for our country was good for General Motors”, acrescentando Wilson, “and vice-versa”.

A frase se tornou um ícone da suposta colusão de interesses entre a grande indústria e o governo dos EUA e, após sua recuperação infeliz por Juracy Magalhães, um exemplo entre outros, ainda que envergonhado, da colusão de interesses entre os governos do regime militar brasileiro inaugurado em 1964 e os interesses da grande potência americana. Assim foi, pelo menos durante algum tempo, mas a corporação do Itamaraty soube restabelecer, em pouco tempo, os saudáveis princípios da diplomacia brasileira. Já no segundo governo da “Revolução”, sob o pouco instruído Costa e Silva, os “itamaratecas” conseguiram, sob o medianamente instruído chanceler Magalhães Pinto, retomar as grandes linhas da “Política Externa Independente” em praticamente todas as ações empreendidas doravante.

A propósito dessa frase, venho agora a um episódio ao qual assisti pessoalmente, pois que, exercendo o cargo de ministro-conselheiro na embaixada em Washington, em 2002, acompanhei a primeira visita a Washington, ainda como presidente eleito, de Lula, a convite de George Bush. Ao ser confrontado, no National Press Club, a uma pergunta marota de um jornalista, Lula utilizou-se dessa frase infeliz para revertê-la em seu favor. Perguntado por qual razão o PT havia estabelecido uma parceria com o Partido Comunista da China, ele saiu-se da seguinte maneira, tendo sido muito aplaudido, durante e após sua resposta: “Eu não conhecia a China muito bem, até que o governo americano fez da China seu parceiro comercial preferencial. E eu pensei comigo mesmo: ‘se é bom para os americanos, deve ser bom para os brasileiros.’ Nós vamos trabalhar muito estreitamente com a China, porque ela é um parceiro importante para os nossos objetivos comerciais.” (Transcrição parcial da seção de perguntas e respostas ocorrida no National Press Club, Washington, em 10/12/ 2002)

Não tenho certeza de que essa resposta tenha sido ensaiada pelo presidente eleito ou se ela foi espontânea, mas vários observadores brasileiros registraram a recuperação, de modo inteligente, da antiga frase infeliz de Juracy Magalhães. A pergunta tinha sido dirigida ao relacionamento político entre o PT e o Partido Comunista Chinês, e ela foi respondida em sua vertente puramente comercial, o que não estava em causa na indagação feita em Washington (que incluía igualmente uma referência ao Foro de São Paulo). Não pude, entretanto, deixar de reconhecer a notável capacidade do presidente eleito em adaptar de maneira simpática, e com bastante bom-humor, uma frase colocada no índex da “sabujice imperialista” ao novo contexto do relacionamento entre os dois maiores países do hemisfério.

Abordando, agora, a essência do relacionamento entre os Estados Unidos e o Brasil, não se pode deixar de reconhecer que, entre um império de um lado e uma potência média do outro, os interesses dos dois países podem coincidir em grande medida, e assim voltamos à frase paradigmática. Com efeito, o que é bom para os EUA – uma ordem internacional aberta aos fluxos de bens, capitais, serviços e pessoas, dotada de estabilidade e caracterizada por valores comuns compartilhados, como parecem ser a democracia, os direitos humanos e a defesa do meio ambiente – também o é para o Brasil, sem qualquer exclusivismo nesse plano mais geral das relações internacionais (ou pelo menos deveria ser, mas obviamente menos na era Trump). Logo depois da visita de Lula, as políticas externas dos dois países começaram a desalinhar rapidamente, começando pela invasão do Iraque e tudo o que se seguiu.

Registro mais uma curiosidade, antes de chegar o título deste artigo, a submissão ao Império, que foi e voltou ao longo do tempo. A historiografia do golpe de 1964 é consensual quanto ao apoio dos Estados Unidos à intervenção militar, sobretudo se ela resultasse numa guerra civil, caso houvesse “resistência”, com o apoio direto dos americanos aos golpistas, por parte da frota deslocada ao Atlântico Sul. Mas, existe ainda pouca adesão à “tese” – que modestamente é minha – de que os Estados Unidos interviram uma segunda vez no processo político brasileiro, desta vez a favor da democracia e contra um novo golpe, mais exatamente pelo envio, feito pelo presidente Joe Biden, de dois dos seus assessores, com o objetivo precípuo de garantir a continuidade das eleições brasileiras em 2022, na devida forma.

Primeiro foi o diretor da CIA, William Burns, que veio ao Brasil em meados de 2021 para um encontro sigiloso e de alto nível com o próprio Bolsonaro, além de outros generais: algumas informações confidenciais revelam que Burns teria dito a Bolsonaro que os EUA confiavam inteiramente no sistema de votação do Brasil, então em fase de aberta contestação pelo presidente brasileiro. Depois, no auge dos preparativos de um golpe, mal preparado pelo golpista covarde e incompetente, foi a vez do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, no início de dezembro de 2022, que se reuniu com o presidente eleito, Lula, convidando-o, novamente, para uma visita a Washington. Ambos devem ter deixado muito claro, aos generais, que os EUA não tolerariam um golpe que interrompesse o processo democrático no Brasil. Desta vez, os gringos acertaram.

Volto ao passado, mas mais recente, para ressaltar o quanto a tradicional aliança do Brasil com os Estados Unidos, inquestionável durante dois séculos, transmutou-se numa declarada submissão, não ao país, mas ao seu bizarro presidente, durante os mandatos parcialmente coincidentes de Trump 1 e Bolsonaro, de 2019 a 2020. Aliás, desde antes de 2019, pois que a partir da campanha de 2018, Bolsonaro e os olavetes já prometiam total submissão a Trump e aos interesses exclusivamente unilaterais dos Estados Unidos, a começar por uma hostilidade ímpar à China “comunista” e uma adesão doentia às “teses” da franja lunática da extrema-direita americana. Elas eram propagadas no Brasil, nessa fase, pelo guru preferencial dos bolsonaristas, Olavo de Carvalho, que indicou ao governo o patético chanceler acidental, aquele que quase destruiu nossa diplomacia, e que não se envergonhava de converter o Brasil num “pária internacional”.

Não vou retomar aqui todas as críticas que formulei, assim que exonerado de meu cargo de diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty (Funag), contra a inacreditavelmente submissa política externa pró-trumpista, em pelo menos cinco livros, começando por Miséria da Diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty(2019) até Apogeu e Demolição da Política Externa (2021), passando por O Itamaraty num labirinto de Sombras, Uma certa ideia do Itamaraty e O Itamaraty Sequestrado (2020-2021). O que cabe ressaltar, neste momento de início de uma nova campanha eleitoral presidencial, é o perigo latente de uma nova recaída numa diplomacia submissa tão destruidora das diretrizes fundamentais, e históricas, de nossa política externa, como foi aquela, sobretudo durante a gestão do chanceler acidental (até março de 2021), mas continuada, de forma mais atenuada, sob a administração de seu sucessor, mas ainda submetido ao chefe da nação, felizmente contido, pelo menos parcialmente, pelo governo Joe Biden, a partir de 2021.

Os impulsos intervencionistas de Trump 2 são ainda mais poderosos, e não contidos por assessores também submissos, do que já tinham sido de 2017 a 2020, quando ocorreram os primeiros passos do protecionismo comercial, mas ainda sem a destruição completa do sistema multilateral de comércio, e do próprio multilateralismo político onusiano, como vem sendo o caso desde janeiro de 2025, culminando em agressões armadas contra os supostos inimigos do Império, espelhando, aliás, a guerra de agressão de seu amigo Putin contra os infelizes vizinhos do finado império soviético. Aquele que se crê “imperador do mundo” já enviou um inquisidor ao Brasil para se encontrar com o golpista fracassado e encarcerado, provavelmente dando início a uma nova fase de intervenção na política brasileira, desta vez em favor de uma direita talvez menos “carnívora”, e disfarçadamente “herbívora”.

O que Trump conseguiu obter numa Venezuela pós-madurista, ou seja, sua tutela sobre dirigentes complacentes, ele gostaria de lograr num Brasil novamente bolsonarista, embora ele tenha muito pouca chance de impor alguma “Delcy Rodriguez iraniana” na sua atual guerra de agressão contra a ditadura dos aiatolás e da Guarda Revolucionária Islâmica. O Brasil certamente não tem nada a ver com a trajetória da Venezuela chavista, da revolução à submissão, mas a rendição dos bolsonaristas a Trump, pessoalmente, promete se manter num eventual retorno dessa extrema-direita ao poder, o que representaria um novo episódio de sujeição de nossa política externa aos interesses, não essencialmente americanos, mas basicamente trumpistas. Tudo ainda é uma hipótese, mas em minha condição de diplomata comprometido com a dignidade de nossa credibilidade internacional, sinto-me terrivelmente preocupado com a possibilidade de que o Brasil de Rio Branco, de Oswaldo Aranha e de San Tiago Dantas possa vir a integrar-se ao “Escudo das Américas”, o novo órgão de controle imperial sobre seu “quintal” latino-americano, o que certamente ocorreria com o retorno dos bolsonaristas ao governo, em 2027.

Retomando a frase fatídica, pode ser que o que é bom para os Estados Unidos talvez seja igualmente bom para o Brasil – como argumentou instintivamente o presidente-eleito Lula em seu primeiro périplo americano, em 2002, ao mencionar a relação dos EUA com a China, ainda relativamente convergente naquele começo de século –, mas cabe aos brasileiros examinar atentamente, não o lado puramente formal da relação bilateral, mais distante ou mais próxima, segundo os governos, mas a substância desse quê, uma vez que soberania e dignidade nacionais passam na frente de qualquer modalidade de interação diplomática.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5240, 11 março 2026, 4 p.

A destruição, em todos os sentidos - Paulo Roberto de Almeida

 A destruição, em todos os sentidos

A sociedade civil iraniana, oprimida pela teocracia totalitária dos aiatolás, sempre foi, antes, durante e até há pouco, uma das mais simpáticas aos Estados Unidos e propensa, quando libertada dos seus opressores, a estabelecer uma relação amistosa e saudável com a sociedade civil americana, em total independência e autonomia de cada uma das partes.
Trump, a serviço do criminoso de guerra Netanyahu, acaba de destruir qualquer possibilidade de uma relação normal com os EUA no futuro previsível.
Trump, aliás, deveria ser imediatamente declarado um criminoso de guerra pelo TPI (e nem precisa investigação, bastam suas declarações e bombas), e procurado para ser arrestado e processado na Haia.

Assinado:
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 12/03/2026

quinta-feira, 12 de março de 2026

Manifesto: Fortalecer o Diálogo para Aprofundar a Democracia: assine vc também

 Assinei o Manifesto Fortalecer o Diálogo para Aprofundar a Democracia.

É uma iniciativa importante para estimular o diálogo em tempos de polarização.
Se concordar com essa proposta, recomendo que leia e assine também.

https://eticademocracia.org/aprofundar-a-democracia/

IED Instituto Ética e Democracia
Movimento Roda Democrática
Ateliê de Humanidades
Na Memória- PUC Rio

Manifesto – Aprofundar a Democracia

Manifesto - FORTALECER O DIÁLOGO PARA APROFUNDAR A DEMOCRACIA

Fortalecer o Diálogo para Aprofundar a democracia

Se você acredita que o Brasil precisa reconstruir a cultura do diálogo e proteger a democracia, junte-se a essa mobilização nacional.

Junte-se a cidadãos comprometidos com o diálogo e a democracia.

[ QUERO ME SOMAR A ESSA INICIATIVA ]

Já assinaram:
Cristovam Buarque · Edmar Bacha · Hubert Alquéres · Sérgio Fausto, Gustavo Krauze, José Álvaro Moisés e muitos outros · …

Se você se identifica com esses princípios, manifeste seu apoio.

JUNTE-SE A NÓS!

Preencha o formulário logo abaixo do Manifesto

– MANIFESTO –

Fortalecer o Diálogo para Aprofundar a democracia

Não pode haver democracia sem boas instituições, cidadãos politicamente educados e diálogos. Como valor civilizatório universal, a democracia está fundada no pluralismo, no respeito às diferenças, na mediação institucional, na liberdade de pensamento e na responsabilidade pública.

O tempo em que vivemos está a tensionar tudo isso.

Particularmente no Brasil, nossa democracia está ameaçada por forças autoritárias, pela degradação do debate público, pela substituição da razão por narrativas emocionais. A política se converteu em espetáculo permanente de antagonismos.

Há simplificações em excesso. O binarismo do “ou isso ou aquilo” se enrijeceu. Em seu rastro, instala-se o empobrecimento da linguagem, o descrédito das instituições, a recusa do conhecimento e a intolerância.

Nesse ambiente, o conhecimento perde espaço para a narrativa fácil; a ênfase na complexidade é tratada como fraqueza; a dúvida, como traição. As redes sociais, que poderiam ampliar o debate público, ficaram aprisionadas por arenas de radicalização ideológica e paixões desenfreadas, onde o algoritmo recompensa o exagero e penaliza a ponderação.

Este manifesto nasce como um convite à reflexão crítica e à disposição para o diálogo. Não há democracia sem conflito, mas não há democracia quando o conflito se converte em ódio e a divergência em desumanização do outro.

A crise da democracia não será superada pela substituição de uma narrativa fechada por outra. Seu enfrentamento necessita de conhecimento qualificado, debates propositivos e uma sociedade civil atuante. A política é um espaço de argumentação e entendimento, não de linchamento simbólico. O pensamento crítico é um antídoto contra o autoritarismo, venha ele de onde vier. E é através desse pensamento que poderemos entender os problemas do país e fortalecer nossa capacidade de resolvê-los, sejam eles quais forem.

(...)
Além de apoiar o Manifesto, queremos ouvir você. Suas respostas nos ajudarão a orientar os debates e proposições dos Projetos para o Brasil, iniciativa dedicada a aprofundar reflexões e apresentar caminhos para os grandes desafios do país. Escolha até três temas:
Consentimento

PROJETO BRASIL

Uma iniciativa vinculada ao Manifesto que, a cada mês, apresentará propostas concretas para o país em áreas estratégicas abaixo relacionadas:

O Projeto Brasil é uma iniciativa vinculada ao Manifesto, coordenada por um grupo de intelectuais e especialistas comprometidos com a formulação de propostas para o desenvolvimento do país. Sob coordenação estratégica de Sérgio C. BuarqueMarco Aurélio Nogueira e Paulo Roberto de Almeida, a iniciativa promoverá a cada mês a publicação de artigos propositivos e debates públicos sobre temas centrais da agenda nacional.

  • Reforma do Estado e reforma administrativa com melhoria da gestão e enfrentamento da corrupção
  • Reestruturação produtiva, inovação e desenvolvimento científico e tecnológico
  • Reforma política e consolidação da democracia
  • Segurança pública e combate ao crime organizado (SUSP)
  • Educação e desenvolvimento humano
  • Desenvolvimento econômico
  • Meio ambiente e mudanças climáticas
  • Reforma urbana
  • Sistema público de saúde
  • Liberdade e regulação dos meios de comunicação e das redes sociais
  • Jornada de trabalho e produtividade
  • Pobreza e desigualdades sociais
  • Política externa e inserção internacional do Brasil
  • Política fiscal e equilíbrio das contas públicas
  • Cultura, diversidade e identidade nacional

O objetivo é transformar princípios democráticos em proposições concretas.

QUEM SOMOS

O Instituto Ética e Democracia, o Movimento Roda Democrática e o Ateliê de Humanidades atuam como espaços de produção, reflexão e difusão de conhecimento. Reunimos pesquisadores, intelectuais, educadores e cidadãos comprometidos com a democracia. Nossos debates públicos e nossas publicações buscam contribuir para a formação de uma cultura política baseada na pluralidade e no respeito ao conhecimento.

Queremos seguir por esse caminho. Reforçá-lo. Fazer com que nos leve mais longe e atinja mais pessoas. Este manifesto é um convite para que trabalhemos juntos e elaboremos mais propostas para enfrentar os problemas do Brasil. O Instituto Ética e Democracia por meio de seus recursos de mídia está aberto para ser um primeiro desaguadouro dessas propostas. Esperamos contar com a adesão de todas as pessoas que se sintam integrantes desse universo de reflexões e proposições. Ao assinar este manifesto, você se integra a uma rede de pessoas e instituições comprometidas com o debate público qualificado, a circulação de ideias e o fortalecimento da democracia por meio do conhecimento.

Se você acredita que razão, ética e diálogo ainda importam, este chamado é para você.

Vamos atuar juntos!

Veja quem já se integrou a esta ação em favor da democracia – clique no link  >>

 

IED | Instituto Ética e Democracia
Conhecimento para o Fortalecimento da Democracia
www.eticademocracia.org

Movimento Roda Democrática
https://web.facebook.com/groups/1699905363358128

Ateliê de Humanidades
https://ateliedehumanidades.com/

DEPOIMENTOS – VEJA O QUE PENSAM OS ASSINANTES DO MANIFESTO

Em Defesa da Democracia

“Concordo com o Manifesto. Temos muitos motivos para nos mobilizarmos para defender a democracia e elaborar em conjunto propostas para o Brasil. Os democratas sempre são um recurso precioso para as sociedades, e hoje participação ativa faz-se ainda mais indispensável.” Marco Aurélio Nogueira – Cientista Político


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